A Febre Amarela é uma doença febril aguda causada por um vírus que é transmitido ao homem por mosquitos vetores.

No ciclo urbano é transmitido pelo Aedes aegypt (o mesmo que transmite Dengue).

Mosquitos que transmitem a Febre Amarela

Já representou um grande problema de saúde pública no Brasil. Entre 1850 e 1902 houve 58.063 óbitos na cidade do Rio de Janeiro. Este número é bem representativo se levarmos em conta que a população na cidade era de apenas 166 mil habitantes na época.

No ciclo silvestre a Febre Amarela é transmitida pelos mosquitos do gênero Haemagogus, que transmitem a doença para macacos. Naturalmente o homem se infectava quando “penetrava” em zonas de matas.

Devido a grande proliferação de mosquitos nessa época do ano e a ocupação de áreas rurais pelo homem de forma desenfreada estamos enfrentando uma epidemia.

Antes desta epidemia as áreas endêmicas correspondiam ao norte do Brasil, centro oeste e Mato Grosso do Sul.

Quadro Clínico

Após 3 a 6 dias da picada surgem abruptamente febre alta (39-40ºC), dor de cabeça, dores musculares, rubor facial, podendo evoluir para icterícia (coloração amarelada em pele, olhos e mucosas) e sangramento (nasal, gengival, etc).

O grande problema é que 10% dos casos complicam, e destes casos complicados a mortalidade pode chegar a 50%.

Durante a complicação o vírus danifica gravemente o fígado, gerando a icterícia e falência dos rins.

O paciente morre em estado de choque entre o sétimo e décimo dia de evolução.

O diagnóstico será realizado pelo exame clínico do Médico e um exame de sangue.

O tratamento deverá ser de suporte, repondo os nutrientes que o corpo perder ou deixar de produzir pela insuficiência do fígado e rins.

Vacinação

A vacina é o principal (e talvez o único) método preventivo eficaz. Ela é eficaz em 95% dos casos, a partir do 10º dia de sua aplicação e tendo efeito por pelo menos 10 anos.

Vacina contra a Febre Amarela

O atual esquema vacinal contra febre amarela é composto por uma dose aos 9 meses de idade e um reforço aos 4 anos. Para indivíduos a partir de 5 anos de idade que receberam uma dose da vacina antes de completar 5 anos, é necessário administrar um reforço a ser avaliado pela equipe de saúde. Já para pessoas que nunca foram vacinadas ou não possuem comprovante de vacinação é necessário administrar a primeira dose da vacina e um reforço após 10 anos. Dessa forma, indivíduos que já receberam duas doses da vacina ao longo da vida já podem ser considerados imunizados e não precisam do reforço de 10 em 10 anos. Pessoas com 60 anos ou mais, que nunca foram vacinadas, ou sem o comprovante de vacinação, o médico deverá avaliar o benefício desta imunização, levando em conta o risco da doença e o risco de eventos adversos nesta faixa-etária ou decorrente de comorbidades.Para controle do vetor e remissão da epidemia cabem os mesmos cuidados aplicados no combate ao mosquito da Dengue – não deixar água parada.

Este mosquito percorre 200 metros do ponto onde nasce até o ponto onde morre, ou seja, o vizinho também precisa colaborar no controle

Dr. Danilo Barbosa Rezende

Dr. Danilo Barbosa Rezende, novo colunista da Barreiro Grande

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Dr. Danilo Barbosa Rezende
Clínica Médica
Médico do Trabalho
Atendimento na Clínica Cuidar – Três Marias – 3754-1609

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