Em pesquisa recente, o instituto Ipsos revelou que 94% dos brasileiros não se sentem representados pelos atuais políticos governantes. Apesar disso, as manifestações são poucas e destaca-se a baixa proatividade dos brasileiros por mudanças.

A raiva se torna combustível para a descrença ao invés de alimentar a esperança e a luta por um país melhor. A sociedade opta por distanciar da política, quando o certo deveria ser enfrentá-la.

Mais especificamente nesta legislatura, temos nos envergonhado cada vez mais com a representatividade no Congresso Nacional. Como tudo na vida há exceções, no congresso não é diferente: contamos nos dedos as raríssimas boas atuações.

Os mais diversos discursos e trabalhos são recheados de falsidades, mentiras e incompetências. O princípio da boa-fé é exterminado por nossos deputados e senadores.

Como pode um deputado votar contra a admissibilidade de uma denúncia com todos os pressupostos processuais presentes? A justificativa política é inacreditável. A verdade é que os deputados não votam por convicções coletivas ou por estarem representando um público.

Os votos são baseados em interesses pessoais, isto é, nas liberações de suas emendas extras e nas manutenções dos seus respectivos cargos no governo. Assistimos agora a polêmica reforma trabalhista que, por mais que exista divergência de opiniões quanto ao seu conteúdo, certamente os votos favoráveis não foram por esse motivo.

A ampla maioria dos votos que a aprovaram não foram pela justificativa de “modernização” da relação trabalhista e, sim, novamente para garantir que os acordos e “toma-lá-dá-cá” com o governo fossem mantidos.

Até quando a sociedade brasileira ficará negando a política de braços cruzados? Estou na esperança de que a resposta virá nas urnas, apesar de que até nisso nossos “representantes” já estão se precavendo com a mudança do sistema eleitoral.

Só a participação e a vitória da esperança sobre o medo poderá resultar em mudanças.

Caio Rodrigues Caldeira
Presidente Estadual da JSB/MG

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