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Após uma semana, Niator Figueiredo quebra o silêncio e revela, “tive medo de ser morto”. Comissão de Direitos Humanos debaterá sobre o assunto e PRF solta nota oficial.

Nesta segunda-feira (13), Niator Figueiredo, Presidente da Câmara Municipal de Três Marias, convocou a imprensa trimariense, auxiliado pelo para prestar esclarecimentos sobre os fatos ocorridos na semana anterior. A coletiva aconteceu às 10h da manhã na sala da Presidência na Câmara Municipal.
No início da coletiva, Niator Figueiredo agradeceu o apoio recebido, “agradeço a Deus por estar vivo, por está aqui, à minha família, meus amigos que manisfestaram de forma impar e também a imprensa trimariense, [sempre solidária]”, e ressaltou o pedido de desculpas à sociedade, “quero em primeiro lugar, pedir desculpas à sociedade trimariense, pelas causas das preocupações [por minha parte]”, informou que já está trabalhando normalmente e demonstrou-se confiante, “confio na justiça, confio no trabalho da justiça […] e quero dizer a voces, continuo firme e mais forte” e afirmou, “isto é uma situação de foro íntimo, [particular] não tem nada haver com o legislativo, com a presidência da câmara” disse.

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Segundo Niator, o fato que ocorreu na segunda feira (6), em resumo, informou que sua empresa, após solicitado por um cliente, seu filho deslocou-se até o Distrito de Andrequicé em Três Marias para prestar o serviço. Saindo da Santos Dummont e entrando na MG-220, o caminhão fora abordado pelo policial, que solicitou que retornasse ao posto da PRF sob pena de prisão. Niator, que após receber a ligação do rapaz, compareceu ao local e percebendo, por algum motivo, a mudança de tratamento por parte dos agentes, informou-lhes que não iriam apreender o veículo pois estava na MG-220 e não na BR-040.
Niator Figueiredo, “tive medo de ser morto”, confessa.
Ao se deslocar ao caminhão, informou, “corri para minha casa, quem está fugindo da polícia, não vai para sua casa”, e ainda sobre os disparos confessou“tive medo de ser morto”. E relatou também sobre a violência ao ser abordado porta da sua casa “fui abordado com um chute no peito pelo cidadão, [que caído]  ainda me deu 5  (cinco) socos no olho, e depois de algemado, o outro policial disparou a arma de choque” disse.
Figueiredo, ainda informou sobre sua condução à Belo Horizonte, depois à Contagem/MG e também sobre os tramites que o liberaram para responder em liberdade.

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Coletiva de Niator Figueiredo (PRTB) na integra, clique e escute.

Parte 1 | Parte 2 | Parte 3

Comissão de Direitos Humanos

Reunião de Vereadores com o Deputado Rogério Correia na ALMG, discutem sobre possível abuso de autoridade em Três Marias.

Será relatada, em breve, na comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Três Marias, a ação que conta com o apoio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, através do Deputado Estadual Rogério Correia, 1º Secretário da Mesa, como já divulgando pela Barreiro Grande [aqui] para averiguar a atuação e  apreensões por partes dos agentes da PRF em Três Marias, e se houve ou não, excesso de poder ou violência.

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Através da comissão, será dada também, voz ao cidadão trimariense, que poderá expor a sua opinião sobre os acontecimentos. A Comissão de Direitos Humanos em Três Marias é presidida pela Vereadora Thaís Castelo Branco (PT), e composta pela Vereadora Tuta Gaia (PSDB), vice-presidente e Joaquim Simão (PTB), o relator.

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Em nota à Barreiro Grande, a PRF informou

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No dia 06/02/2017, em Três Marias, na altura do Km 285 da BR 040, na via lateral a BR, que é faixa de domínio da rodovia, pois, naquel local, essa área compreende o total de 80 metros, sendo 40 metros para cada lado da rodovia, a partir do seu eixo central, portanto sujeita à fiscalização da Polícia Rodoviária Federal, durante fiscalização de rotina, a equipe de serviço da PRF abordou o veículo M. Benz emplacado em Três Marias, conduzido por T. G. F, de 23 anos.

Durante fiscalização ao veículo, foram encontradas as seguintes irregularidades:
1. Para-brisas trincado na área de visão crítica do condutor e acima de 20 centímetros de comprimento, conforme Resolução 216/06 do Contran.
2. Placa traseira amassada e com a tinta descascada, impossibilitando a legibilidade, conforme Artigo 231,VI do CTB.
3. Placa traseira com lacre danificado e arame rompido, conforme artigo 230, I do CTB.
4. Veículo sem faixas refletivas no para-choque traseiro, e com faixas refletivas desgastadas e ausentes nas laterais e traseira do veículo, conforme determina resoluções do Contran 128/01 e 366/10.
5. Lanterna de iluminação da placa traseira quebrada e ineficiente
6. Lanterna indicativa de direção, lado esquerdo, parte superior do veículo quebrada e ineficiente.
7. Lanterna de ré inoperante.
8. Cronotacógrafo com certificado de aferição vencido desde 07/01/2011, conforme artigo 105, II do CTB e Resolução 14/98 do Contran.
9. Extintor de incêndio com prazo de validade vencido, com selo de inviolabilidade rompido, do tipo “BC” em desconformidade com resolução 556/15 do Contran que prevê obrigatoriedade de extintor com carga de pó “ABC” para veículos do tipo caminhão.
10. Capô amarrado na estrutura do veículo com um elástico de borracha.
11. Marcador de combustível inoperante.
12. Pneu traseiro, lado externo, soltando banda de rodagem. Pneus dianteiros desgastados, lisos e abaixo do limite TWI em alguns pontos.
13. Pneus do eixo dianteiro reformados por processo de recapagem, em desconformidade com Resolução do Contran 45/16, artigo 6º e Resolução do Contran 416/12, atrigo 4º.
14. Veículo sem inscrição de Tara, PBT e CMT, conforme artigo 117 do CTB.
15. Cinto de segurança do condutor inoperante, sem engate de fixação.
16. Não possui triângulo (Dispositivo de sinalização luminosa ou refletora de emergência) conforme resolução 604/82.
17. Não possui chave de roda. Resolução 14/98 Contran.
18. Não possui “macaco”. Resolução 14/98 Contran.
19. Não possui pneu sobressalente. Resolução 14/98 Contran.
20. Mecanismo Operacional sem a correspondente carroceria no CRLV do veículo. No CRLV consta apenas carroceria aberta. Em desacordo com resolução 291/08 Contran e resolução 292/08 do Contran.

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Em razão das diversas irregularidades que punham em risco a segurança no trânsito, o veículo foi encaminhado à Unidade Operacional da PRF em Três Marias, a fim de ser autuado e recolhido ao pátio credenciado.

Durante o procedimento de lavratura da documentação necessária de encaminhamento do veículo autuado ao pátio credenciado, compareceu à UOP-PRF o Sr. N. F., de 52 anos, que questionou os policiais ali presentes sobre quais procedimentos seriam adotados. A equipe de serviço informou ao Sr. N. F. que estavam realizando os procedimentos administrativos e, logo após, o veículo seria encaminhado ao pátio credenciado, em razão de não oferecer condições de segurança para circular.

Aproveitando-se de que os policiais encontravam-se no interior da UOP-PRF, o Sr. N. F. solicitou ao filho que ligasse o veículo, mesmo sabendo que esse veículo já se encontrava sob a responsabilidade da PRF e não poderia mais sair daquele local. Ressalta-se que mesmo ciente de que o veículo não tinha condições de transitar e já estava sob a responsabilidade da PRF, o Sr. N. F. entrou no veículo e iniciou a manobra para sair do local.

Imediatamente, os policiais dirigiram-se para fora da UOP-PRF e, a fim de tentar evitar que o veículo saísse do local, determinaram que o Sr. N. F. saísse do veículo. O Sr. N. F. desobedeceu a ordem dos PRFs e disse que: “sairia do local e, se fosse preciso, passava o caminhão por cima dos policiais, mas que o veículo dele não iria para o pátio”. Ato contínuo, o Sr. N. F. ignorou a ordem de parada, iniciou o deslocamento e jogou o veículo sobre os policiais. Um dos policiais, tentando cessar o ato que representava risco de morte ou lesão aos PRFs efetuou um disparo contra o pneu do veículo, mas não acertou, pois estava caindo para não ser atingido. Ressalta-se que os policiais conseguiram se desviar, não foram atingidos, mas um dos PRFs, ao cair, teve algumas lesões, inclusive na coluna.

Após jogar o veículo contra os PRFs, o Sr. N. F. saiu com veículo em direção à cidade de Três Marias, dirigindo de forma perigosa e expondo a vida de outras pessoas a perigo. As viaturas da PRF, com os dispositivos de iluminação e sonoro acionados, realizaram o acompanhamento tático do veículo e, por diversas vezes, deram sinal de parada, mandando que o Sr. N. F. parasse o veículo, mas o Sr. N. F. desobedeceu todas as ordens de paradas e continuou a dirigir de forma imprudente, realizando ultrapassagens em faixa contínua e quase provocando uma colisão frontal com outro veículo, o que só não aconteceu em razão do veículo que seguia em sentido contrário ter se deslocado para o acostamento.

O Sr. N. F., mesmo com as viaturas da PRF mandando que ele parasse, saiu da BR 040, continuou a dirigir dentro da cidade, ainda de forma imprudente e expondo a perigo a vida dos cidadãos da cidade de Tres Marias, e só veio a parar diante de sua residência.

Assim que o veículo parou diante da residência do Sr. N. F., os PRFs e dois PMs que visualizaram o ocorrido e seguiram em apoio chegaram logo junto ao caminhão. Ao descer do veículo o Sr. N. F. já desceu desferindo um soco em um PRF e tentou correr para dentro de sua residência. Nesse momento, o PRF reagiu à agressão sofrida e tentou conter o Sr. N. F. Em razão das agressões, da agressividade, da resistência e do porte físico do Sr. N. F., que não se deixava ser contido, foi utilizado um equipamento de menor potencial ofensivo, conhecido como TASER, o que possibilitou que as agressões fossem cessadas.

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Após conter as agressões, em razão do nervosismo do Sr. N. F., da resistência, do fundado receio de fuga e do perigo à integridade física própria e dos policiais, o Sr. N. F. foi algemado, a fim de ser conduzido à UOP-PRF. Enquanto o Sr. N. F. era colocado dentro da viatura, esse proferiu várias ameaças aos policiais, dizendo: “que mataria o PRF tatuado; que já tinha encomendado a morte do PRF tatuado; que iria acabar com a máfia da PRF de Três Marias; que iria acabar também com o Paraíba”; e que o Paraíba é tão vagabundo quanto os PRFs.

Diante da situação, em razão de se tratar de crime de competência federal o fato de atentar contra a vida de servidor público federal, no exercício da profissão, bem como lesionar e ameaçar os PRFs em serviço, o Sr. N. F. foi preso e conduzido para a PF em Belo Horizonte.

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